Trotzdem

Sem forma revolucionária não há arte revolucionária – Maiakóvski

Tema março 26, 2009

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Oscilação janeiro 27, 2009

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Palavrativa dezembro 30, 2008

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Momento no café dezembro 30, 2008

Arquivado em: minicontos — Egnaldo Oliveira @ 9:09 am

Seis e meia. Olhou para o relógio. Viu-se nele. Fazia já algum tempo que o meio-dia não freqüentava sua rotina. Lugar estranho. Não, não era o que ela esperava. Sentou-se. Fotografias. Muitas. Pegou-as, com cuidado.

Não fez reflexões. Não tentou reconhecer lugares, nem pessoas. Não queria.

- Einen Kaffee, bitte.

Pela janela, observava atenta aqueles que andavam sem olhar para frente. Pseudo-losers. Dessa forma se encontrava. Não percebia o que vinha adiante. Não tinha coragem. Sentir o gosto. Agosto.

- Um café, por favor.

Apagava as mágoas na ponta do cigarro. Não tinha ressentimentos. Apenas vazio. Uma tragada e esquecia. Quase a última. Não lembrava. Não sorria, como da última vez. Perdeu seu senso de auto-piedade. Tentou mudar. Ainda havia resquícios de esperança naquele corpo frágil. Mal conseguia se sustentar. As pernas, já estafadas, davam sinais de cansaço. Via re(fle)tido no espelho seu ar blasé.

- Einen Kaffee, bitter.

Sem pessoas. Se(m)ntimentos. Se(m)nsações.

Era o que precisava. Amargo, por favor.

 

Schlechtes Mädchen novembro 5, 2008

Arquivado em: minicontos — Egnaldo Oliveira @ 4:03 am
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Não mais se reconhecia. Sua frágil inocência a tornava deveras vulnerável. Escondia-se. Não por medo, ou receio. Apenas para não se mostrar. A olhavam com desdém, como se seus lábios fossem foices a cortá-los de ponta a ponta.

- O conforto dessa posição me incomoda. Meus pés doem. Meu prazer cálido oculta minhas feições. Sou como uma massa amorfa de singularidades rasas.

- O quê você disse?

- Nada. A vida sempre me prega peças. Meu sorriso não a intimida. Pérfida inimiga. Amiúde é o leito em que regogiza seus mais puros pecados. Não farei, só para irritá-la. Eu, que achava ter encontrado nas Flores do Mal a cura para minha insegurança. Pobre Baudelaire. Mal sabe da incestuosa vida que o alude. Não o lerei mais. Fa-lo-ia se o amanhã não me esperasse. Mas lá está, com a insegurança da incerteza de sua própria existência. Amanhã mandei minha saia para a lavanderia. Ontem irei pegá-la. Preciso me sobrepor a mim mesma. A começar pelo tempo.

 

Indefinição setembro 22, 2008

Arquivado em: despoesias — Egnaldo Oliveira @ 11:23 am
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Fassbinder julho 30, 2008

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Coffee julho 18, 2008

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Poética julho 7, 2008

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Paralelamente junho 27, 2008

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